O calor e suas faces

Há um calor e maciez no toque das suas mãos. Elas aquecem as geleiras da razão transformando-as em rios de água corrente nos quais se pode banhar, começando pelos pés que se molham e se deliciam com o frescor e limpidez, transparência da água. Eu me sento na beira do rio e molho só os pés. Sou assim, de gesto pequeno e singelo, que se faz aos poucos.
Lembro-me que você é inteiro e mergulha sorridente, desfruta do frescor da água que se move para onde quer. Você desfruta do frio na barriga por tocar a água gelada, mas se adapta e mergulha me convidando a fazer o mesmo. Eu sorrio, pulo e te abraço. Percebo a beleza das borboletas em mim e me adapto, mergulho, vejo o belo fundo do rio reservando surpresas e alegrias inimagináveis que só se podem desfrutar em dois. Que mistério é o amor.

Sorrimos juntos entrelaçando os pés, acariciamos as plantas e voltamos para a margem. Esta abriga uma rocha firme na qual se pode firmar os pés e sentar-se com segurança. Observamos dali o sol que seca nossas roupas e nos lembra que Ele, cheio de calor, volta todos os dias, outra vez.

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