Favor

Quando eu era pequena deixei uma gaveta cair sobre a minha unha do dedão do pé esquerdo. Que dor terrível. Lembro-me que chorei e que ganhei uma mancha preta que levou meses, pelo menos seis, pra ir embora. O sangue coagulou e eu tive que, pacientemente, esperar que a unha crescesse e levasse embora a marca da dor.

A madeira é realmente pesada e machucou a mim. Lembro-me, então, de quem sofreu com os ombros pesados por dupla dor. Física e espiritual. Aqueles ombros sofreram com o peso de um dos pedaços da cruz. Espiritualmente, os mesmos ombros sofreram com o peso de cada desvio de conduta que eu tive, tenho e terei durante a vida.

Cada vez que me penitencio em alcançar de alguma forma o favor desse Deus, mostro desprezo pelo peso carregado por Ele, pelo sacrifício final e perfeito. De quantas formas desprezo meu Senhor.

Quero enxergar a leveza acompanhada da profundidade de vida que recebi por conta daquele peso que eu, definitivamente, nunca seria capaz de suportar.

Quero orar com amor e devoção. Como uma conversa boa da noiva que ama e aguarda o momento de viver plenamente – entre o aqui e o ainda não – com o seu noivo.

Quero confiar como quem enxerga a profundidade de fidelidade e desejo de me fazer feliz desse noivo que cuida da minha vida.

Quero viver, todos os dias, a beleza de caminhar ao lado dele e desfrutar da companhia bendita, redentora que é o dona do meu coração.

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